Futblog. Absolutamente tudo sobre o Brasileirão
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Corinthians mostra autoridade, bate o Fluminense e embola o Brasileirão
Vitória paulista por 2 a 1 no Engenhão deixa os dois clubes empatados com 41 pontos na tabela. Tricolor leva vantagem por ter um gol a mais no saldo
Com uma marcação forte e aproveitando bem os contra-ataques, o Corinthians derrubou o Fluminense por 2 a 1 nesta quarta-feira, no estádio João Havelange, no Rio de Janeiro, e embolou ainda mais o Campeonato Brasileiro. Jucilei e Iarley fizeram os gols da vitória, e Washington diminuiu para os cariocas. Com o resultado, os dois times estão empatados com 41 pontos na classificação, mas o Tricolor segue na liderança por ter um gol a mais no saldo. O Cruzeiro também entrou na briga e vem logo atrás com 40.
Mas o Corinthians tem um jogo a menos. No dia 13 de outubro, o Timão enfrenta o Vasco em jogo adiado da 18ª rodada. Nos últimos oito jogos, o Fluminense venceu apenas dois. Nos 24 pontos disputados, o time carioca só conquistou nove. O técnico da seleção brasileira Mano Menezes observou a partida de uma das cabines do Engenhão.
A vitória paulista aumentou o jejum tricolor. O Corinthians não perde para o Fluminense desde o 1º turno do Brasileiro 2005. São 11 jogos entre os clubes com seis vitórias do Timão e cinco empates.
No sábado, o Corinthians enfrenta o Grêmio Prudente, no Pacaembu, às 18h30 (de Brasília). No domingo, o Fluminense disputa o clássico contra o Flamengo, às 18h30 (de Brasília), no Engenhão.
Marcação forte, o segredo paulista
O primeiro tempo teve poucos lances de emoção. O Fluminense, tirando lampejos de Deco, não conseguia furar o bloqueio corintiano. Com menos de sete minutos de jogo, Washington foi flagrado três vezes impedido. Na última, em que ficaria na cara do goleiro Julio Cesar, o atacante tricolor reclamou muito com a arbitragem. Mas sem razão.
O Corinthians fazia linha de impedimento quando o Fluminense avançava com a bola dominada. Parecia arriscado, mas deu certo no primeiro tempo. Isolado no ataque, Washington não assustou. Mariano não teve muito espaço. Conca estava apagado.
O Fluminense, na verdade, só chegou uma vez com perigo nos primeiros 45 minutos. Linda tabela de Deco com Conca. Mas o camisa 20 chutou cruzado para fora. A bola passou perto do ângulo direito.
Se o Fluminense começou melhor tentando marcar sob pressão, lentamente o Corinthians passou a ganhar terreno e aparecer no ataque. Roberto Carlos era uma boa opção. Paulinho, em um chute muito perigoso, assustou o goleiro Fernando Henrique. E o time paulista chegou ao gol no fim do primeiro tempo. Aos 44 minutos, após uma cobrança de falta, a bola sobrou para Elias. O passe foi perfeito para Jucilei, que teve calma e categoria para dominar a bola no peito e chutar sem deixá-la cair no chão. Canto direito de Fernando Henrique: Corinthians 1 a 0. Bobeira de posicionamento de Leandro Euzébio, que deixou o volante livre no meio da área tricolor.
Muricy muda esquema, Timão amplia.
O Fluminense voltou para o segundo tempo com Rodriguinho no lugar de André Luis. Muricy Ramalho saiu do esquema 3-6-1 e retornou para o tradicional 4-4-2. E a mudança deixou o time carioca mais ofensivo. O jogo ficou mais aberto.
Rodriguinho apareceu na cara de Julio Cesar. Mas chutou em cima do goleiro. Mesmo assim, o torcedor tricolor começou a gritar o nome do meia Marquinho, que estava no banco. Mas o problema parecia muito mais de postura em campo. Eram muitos erros de passe. O Fluminense estava desorganizado. O Corinthians tentava armar um contra-ataque para decidir a partida. Mas falhava no último passe. E também foi prejudicado pela arbitragem. Após uma bobeira de Leandro Euzébio, o zagueiro faz falta em Elias, que partia livre para entrar na área. Era o último homem. Lance para expulsão. Mas nem falta foi marcada.
Mas, aos 20 minutos, saiu o segundo gol paulista. A defesa tricolor tentou fazer a linha de impedimento. Deu errado. Alessandro recebeu ótimo passe de Elias e apareceu livre na direita. O lateral só rolou para Iarley, que entrava pelo meio da área e desviou a bola. Fernando Henrique apenas observou.
A torcida tricolor perdeu a paciência. Passou a vaiar Julio Cesar. Mas aí quando tudo parecia decidido, Deco tocou de cabeça para Rodriguinho, que entrou na área e cruzou rasteiro para Washington tocar para o gol: 2 a 1, e artilharia isolada do Brasileirão para o "Coração Valente", com 10 gols.
As vaias viraram aplausos e cantos de incentivo. O gol era importante porque devolvia a liderança do Brasileiro ao Fluminense no saldo de gols. Adilson Baptista resolveu, então, tirar Bruno Cesar e colocar o volante Boquita. O treinador procurava mais fôlego na marcação no meio-campo. Principalmente depois que Rodriguinho encontrou espaço para dominar na intermediária e chutar com força. Julio Cesar fez grande defesa para evitar o gol.
A mudança deu certo. Com Deco bem marcado, o Fluminense perdeu a criatividade. E o Corinthians só esperou o relógio passar para comemorar a importante vitória.
Com uma marcação forte e aproveitando bem os contra-ataques, o Corinthians derrubou o Fluminense por 2 a 1 nesta quarta-feira, no estádio João Havelange, no Rio de Janeiro, e embolou ainda mais o Campeonato Brasileiro. Jucilei e Iarley fizeram os gols da vitória, e Washington diminuiu para os cariocas. Com o resultado, os dois times estão empatados com 41 pontos na classificação, mas o Tricolor segue na liderança por ter um gol a mais no saldo. O Cruzeiro também entrou na briga e vem logo atrás com 40.
Mas o Corinthians tem um jogo a menos. No dia 13 de outubro, o Timão enfrenta o Vasco em jogo adiado da 18ª rodada. Nos últimos oito jogos, o Fluminense venceu apenas dois. Nos 24 pontos disputados, o time carioca só conquistou nove. O técnico da seleção brasileira Mano Menezes observou a partida de uma das cabines do Engenhão.
A vitória paulista aumentou o jejum tricolor. O Corinthians não perde para o Fluminense desde o 1º turno do Brasileiro 2005. São 11 jogos entre os clubes com seis vitórias do Timão e cinco empates.
No sábado, o Corinthians enfrenta o Grêmio Prudente, no Pacaembu, às 18h30 (de Brasília). No domingo, o Fluminense disputa o clássico contra o Flamengo, às 18h30 (de Brasília), no Engenhão.
Marcação forte, o segredo paulista
O primeiro tempo teve poucos lances de emoção. O Fluminense, tirando lampejos de Deco, não conseguia furar o bloqueio corintiano. Com menos de sete minutos de jogo, Washington foi flagrado três vezes impedido. Na última, em que ficaria na cara do goleiro Julio Cesar, o atacante tricolor reclamou muito com a arbitragem. Mas sem razão.
O Corinthians fazia linha de impedimento quando o Fluminense avançava com a bola dominada. Parecia arriscado, mas deu certo no primeiro tempo. Isolado no ataque, Washington não assustou. Mariano não teve muito espaço. Conca estava apagado.
O Fluminense, na verdade, só chegou uma vez com perigo nos primeiros 45 minutos. Linda tabela de Deco com Conca. Mas o camisa 20 chutou cruzado para fora. A bola passou perto do ângulo direito.
Se o Fluminense começou melhor tentando marcar sob pressão, lentamente o Corinthians passou a ganhar terreno e aparecer no ataque. Roberto Carlos era uma boa opção. Paulinho, em um chute muito perigoso, assustou o goleiro Fernando Henrique. E o time paulista chegou ao gol no fim do primeiro tempo. Aos 44 minutos, após uma cobrança de falta, a bola sobrou para Elias. O passe foi perfeito para Jucilei, que teve calma e categoria para dominar a bola no peito e chutar sem deixá-la cair no chão. Canto direito de Fernando Henrique: Corinthians 1 a 0. Bobeira de posicionamento de Leandro Euzébio, que deixou o volante livre no meio da área tricolor.
Muricy muda esquema, Timão amplia.
O Fluminense voltou para o segundo tempo com Rodriguinho no lugar de André Luis. Muricy Ramalho saiu do esquema 3-6-1 e retornou para o tradicional 4-4-2. E a mudança deixou o time carioca mais ofensivo. O jogo ficou mais aberto.
Rodriguinho apareceu na cara de Julio Cesar. Mas chutou em cima do goleiro. Mesmo assim, o torcedor tricolor começou a gritar o nome do meia Marquinho, que estava no banco. Mas o problema parecia muito mais de postura em campo. Eram muitos erros de passe. O Fluminense estava desorganizado. O Corinthians tentava armar um contra-ataque para decidir a partida. Mas falhava no último passe. E também foi prejudicado pela arbitragem. Após uma bobeira de Leandro Euzébio, o zagueiro faz falta em Elias, que partia livre para entrar na área. Era o último homem. Lance para expulsão. Mas nem falta foi marcada.
Mas, aos 20 minutos, saiu o segundo gol paulista. A defesa tricolor tentou fazer a linha de impedimento. Deu errado. Alessandro recebeu ótimo passe de Elias e apareceu livre na direita. O lateral só rolou para Iarley, que entrava pelo meio da área e desviou a bola. Fernando Henrique apenas observou.
A torcida tricolor perdeu a paciência. Passou a vaiar Julio Cesar. Mas aí quando tudo parecia decidido, Deco tocou de cabeça para Rodriguinho, que entrou na área e cruzou rasteiro para Washington tocar para o gol: 2 a 1, e artilharia isolada do Brasileirão para o "Coração Valente", com 10 gols.
As vaias viraram aplausos e cantos de incentivo. O gol era importante porque devolvia a liderança do Brasileiro ao Fluminense no saldo de gols. Adilson Baptista resolveu, então, tirar Bruno Cesar e colocar o volante Boquita. O treinador procurava mais fôlego na marcação no meio-campo. Principalmente depois que Rodriguinho encontrou espaço para dominar na intermediária e chutar com força. Julio Cesar fez grande defesa para evitar o gol.
A mudança deu certo. Com Deco bem marcado, o Fluminense perdeu a criatividade. E o Corinthians só esperou o relógio passar para comemorar a importante vitória.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Felipão estraga bolo de aniversário gremista: 2 a 1 para o Palmeiras
Com gols de Marcos Assunção e Ewerthon, Alviverde cresce na tabela. Felipão é aplaudido no milésimo jogo gremista no Brasileirão
Lá no fundo, bem lá no fundo, talvez Felipão não tenha ficado tão feliz por colocar o dedo no bolo de aniversário do Grêmio. No dia em que completou 107 anos de vida, o time gaúcho reencontrou um de seus maiores ídolos. E viu o convidado estragar a festa. O Palmeiras, com a eficiência que marcou os tempos de Luiz Felipe Scolari no Olímpico, bateu o Tricolor por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre, e manteve a esperança de engrenar no Brasileirão. Foi o milésimo jogo gremista na história da competição.
Os gols de Marcos Assunção e Ewerthon (veja o segundo no vídeo acima) alimentam o sonho palmeirense de alcançar uma vaga na Libertadores. E amortecem a recuperação do Grêmio, que não perdia há cinco jogos - Jonas marcou para o time da casa. Com o resultado, o Palmeiras subiu para 29 pontos, consolidado na zona de classificação para a Sul-Americana. O Tricolor, com 26, sente a reaproximação do grupo de rebaixamento.
As duas equipes voltam a campo no domingo. O Palmeiras tem clássico contra o São Paulo no Palestra Itália. O Grêmio visita o Avaí em Florianópolis.
Felipão volta, e “representante” põe Palmeiras na frente
Há dez anos, era ele quem mandava no Olímpico. À frente do Grêmio, foi o comandante em conquistas importantes durante os anos 90 - a Libertadores (1995), o Brasileiro (1996), a Recopa Sul-Americana (1996), só para citar alguns. Mas no retorno ao estádio gremista, Luiz Felipe Scolari deixou o sentimento pelo Tricolor de lado e fez valer sua estima pelo Palmeiras. Ele abriu mão dos três zagueiros e colocou Ewerthon para compor o ataque ao lado de Kleber. E sofreu, como previsto, durante o primeiro tempo.
Embalado por uma série de cinco jogos sem derrotas, o Grêmio procurou tomar a iniciativa da partida. Apoiado por quase 40 mil torcedores que lotaram e chacoalharam o Olímpico, o time de Renato Gaúcho assustou o Alviverde a todo instante. André Lima e Jonas fizeram com que a defesa palmeirense se desesperasse e tentasse afastar a bola a qualquer custo. Gabriel, pelo lado direito, também deu trabalho, uma vez que Rivaldo, lateral-esquerdo improvisado no Palmeiras, não deu conta da marcação. O Grêmio, que já foi de Felipão, dominou seu ex-treinador.
O contragolpe foi a arma palmeirense. Virou a alternativa para conter a euforia que dominava o Olímpico. E foi nele que o time paulista conseguiu abrir o marcador. Com velocidade, Ewerthon se lançou ao ataque e foi derrubado por Neuton. Uma faltinha perto da área era tudo o que Felipão queria para poder acionar um de seus representantes em campo. O pé direito de Marcos Assunção foi preciso pela segunda vez neste Campeonato Brasileiro. Com carinho, o camisa 28 ajeitou a bola e bateu, aos 14 minutos, sem chances para Victor. No ângulo direito, com perfeição. Alívio para Scolari.
Mas o Imortal não se rendeu. Persistiu nas investidas contra Deola. Sempre com Jonas e André Lima. Já o Palmeiras, quando tinha a bola, tentava esfriar a partida e pensar mais as jogadas. Em um lance de velocidade, o Alviverde quase ampliou. Ewerthon novamente arrancou e chutou contra Victor, obrigando o gremista a fazer bela defesa para afastar o perigo, aos 24 minutos.
A resposta tricolor veio logo em seguida. Percebendo o goleiro Deola um pouco adiantado, André Lima cabeceou firme. Mas o arqueiro palmeirense conseguiu dar um passo para trás e rivalizar com Victor em uma defesa igualmente bonita - que garantiu a vantagem aos paulistas durante o primeiro tempo.
Eficiência no estilo Felipão: 2 a 1
A bola passeou pelos pés dos gremistas durante quase todo o segundo tempo. E foi o Palmeiras quem fez o gol. A típica eficiência de Felipão teve novo episódio aos dois minutos da etapa final. O Alviverde trocou passes no campo de ataque até a bola ficar com Marcos Assunção. O cruzamento foi fabricado sob medido para Ewerthon subir bonito e, de cabeça, causar dois efeitos psicológicos ao jogo: tranquilidade para o Palmeiras, descrença para o Grêmio.
O gol transformou a missão azul em sonho quase impossível. Não faltaram tentativas. André Lima tentou, Souza tentou. Teve cruzamento, escanteio e chute de longe. E nada de a bola entrar. Jonas, de cabeça, acertou a trave do goleiro Deola. E nada...
Conforme corriam os ponteiros do relógio tricolor, o time ia ficando mais ofensivo. Lúcio entrou no lugar de Fábio Santos, Roberson pegou a vaga de Adílson, Maylson ocupou o espaço de Souza. E nada...
O Palmeiras se defendeu de mãos dadas e atacou com pernas livres. Teve solidez na zaga e velocidade no ataque. Produziu na medida para avisar ao Grêmio que deixar espaços lá atrás poderia não ser uma boa ideia. Os gaúchos atacaram, mas não pressionaram; avançaram, mas não apavoraram. Mesmo assim, marcaram.
Foi com Jonas. A bola ficou viva na área palmeirense até o atacante emendar o chute. O azar do Grêmio foi o gol ter saído aos 46 minutos, tarde demais para a reação gremista. O jogo terminou com esperança renovada para o Palmeiras de Felipão.
Lá no fundo, bem lá no fundo, talvez Felipão não tenha ficado tão feliz por colocar o dedo no bolo de aniversário do Grêmio. No dia em que completou 107 anos de vida, o time gaúcho reencontrou um de seus maiores ídolos. E viu o convidado estragar a festa. O Palmeiras, com a eficiência que marcou os tempos de Luiz Felipe Scolari no Olímpico, bateu o Tricolor por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre, e manteve a esperança de engrenar no Brasileirão. Foi o milésimo jogo gremista na história da competição.
Os gols de Marcos Assunção e Ewerthon (veja o segundo no vídeo acima) alimentam o sonho palmeirense de alcançar uma vaga na Libertadores. E amortecem a recuperação do Grêmio, que não perdia há cinco jogos - Jonas marcou para o time da casa. Com o resultado, o Palmeiras subiu para 29 pontos, consolidado na zona de classificação para a Sul-Americana. O Tricolor, com 26, sente a reaproximação do grupo de rebaixamento.
As duas equipes voltam a campo no domingo. O Palmeiras tem clássico contra o São Paulo no Palestra Itália. O Grêmio visita o Avaí em Florianópolis.
Felipão volta, e “representante” põe Palmeiras na frente
Há dez anos, era ele quem mandava no Olímpico. À frente do Grêmio, foi o comandante em conquistas importantes durante os anos 90 - a Libertadores (1995), o Brasileiro (1996), a Recopa Sul-Americana (1996), só para citar alguns. Mas no retorno ao estádio gremista, Luiz Felipe Scolari deixou o sentimento pelo Tricolor de lado e fez valer sua estima pelo Palmeiras. Ele abriu mão dos três zagueiros e colocou Ewerthon para compor o ataque ao lado de Kleber. E sofreu, como previsto, durante o primeiro tempo.
Embalado por uma série de cinco jogos sem derrotas, o Grêmio procurou tomar a iniciativa da partida. Apoiado por quase 40 mil torcedores que lotaram e chacoalharam o Olímpico, o time de Renato Gaúcho assustou o Alviverde a todo instante. André Lima e Jonas fizeram com que a defesa palmeirense se desesperasse e tentasse afastar a bola a qualquer custo. Gabriel, pelo lado direito, também deu trabalho, uma vez que Rivaldo, lateral-esquerdo improvisado no Palmeiras, não deu conta da marcação. O Grêmio, que já foi de Felipão, dominou seu ex-treinador.
O contragolpe foi a arma palmeirense. Virou a alternativa para conter a euforia que dominava o Olímpico. E foi nele que o time paulista conseguiu abrir o marcador. Com velocidade, Ewerthon se lançou ao ataque e foi derrubado por Neuton. Uma faltinha perto da área era tudo o que Felipão queria para poder acionar um de seus representantes em campo. O pé direito de Marcos Assunção foi preciso pela segunda vez neste Campeonato Brasileiro. Com carinho, o camisa 28 ajeitou a bola e bateu, aos 14 minutos, sem chances para Victor. No ângulo direito, com perfeição. Alívio para Scolari.
Mas o Imortal não se rendeu. Persistiu nas investidas contra Deola. Sempre com Jonas e André Lima. Já o Palmeiras, quando tinha a bola, tentava esfriar a partida e pensar mais as jogadas. Em um lance de velocidade, o Alviverde quase ampliou. Ewerthon novamente arrancou e chutou contra Victor, obrigando o gremista a fazer bela defesa para afastar o perigo, aos 24 minutos.
A resposta tricolor veio logo em seguida. Percebendo o goleiro Deola um pouco adiantado, André Lima cabeceou firme. Mas o arqueiro palmeirense conseguiu dar um passo para trás e rivalizar com Victor em uma defesa igualmente bonita - que garantiu a vantagem aos paulistas durante o primeiro tempo.
Eficiência no estilo Felipão: 2 a 1
A bola passeou pelos pés dos gremistas durante quase todo o segundo tempo. E foi o Palmeiras quem fez o gol. A típica eficiência de Felipão teve novo episódio aos dois minutos da etapa final. O Alviverde trocou passes no campo de ataque até a bola ficar com Marcos Assunção. O cruzamento foi fabricado sob medido para Ewerthon subir bonito e, de cabeça, causar dois efeitos psicológicos ao jogo: tranquilidade para o Palmeiras, descrença para o Grêmio.
O gol transformou a missão azul em sonho quase impossível. Não faltaram tentativas. André Lima tentou, Souza tentou. Teve cruzamento, escanteio e chute de longe. E nada de a bola entrar. Jonas, de cabeça, acertou a trave do goleiro Deola. E nada...
Conforme corriam os ponteiros do relógio tricolor, o time ia ficando mais ofensivo. Lúcio entrou no lugar de Fábio Santos, Roberson pegou a vaga de Adílson, Maylson ocupou o espaço de Souza. E nada...
O Palmeiras se defendeu de mãos dadas e atacou com pernas livres. Teve solidez na zaga e velocidade no ataque. Produziu na medida para avisar ao Grêmio que deixar espaços lá atrás poderia não ser uma boa ideia. Os gaúchos atacaram, mas não pressionaram; avançaram, mas não apavoraram. Mesmo assim, marcaram.
Foi com Jonas. A bola ficou viva na área palmeirense até o atacante emendar o chute. O azar do Grêmio foi o gol ter saído aos 46 minutos, tarde demais para a reação gremista. O jogo terminou com esperança renovada para o Palmeiras de Felipão.
| Victor, Gabriel, Paulão, Neuton e Fábio Santos (Lúcio); Adílson (Roberson), Fábio Rochemback, Souza (Maylson) e Douglas; Jonas e André Lima. | Deola; Vitor, Danilo, Maurício Ramos e Rivaldo; Edinho, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Tinga (Pierre); Kleber e Ewerthon (Valdivia). |
| Técnico: Renato Gaúcho. | Técnico: Luiz Felipe Scolari. |
| Gols: Marcos Assunção, aos 14 minutos do primeiro tempo; Ewerthon, aos dois, e Jonas, aos 46 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Souza, Lúcio, André Lima (Grêmio); Kleber, Márcio Araújo, Valdivia, Edinho (Palmeiras). | |
| Estádio: Olímpico, em Porto Alegre. Data: 15/09/2010. Árbitro:Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Assistentes: Ricardo de Almeida e Guilherme Dias Camilo. | |
Em jogo confuso e de muitos gols, Cruzeiro vence Guarani por 4 a 2
Esta foi a quinta vitória consecutiva da equipe mineira, que assumiu, mesmo que provisoriamente, a vice-liderança do Brasileirão. Bugre cai para oitavo
Cruzeiro vence Guarani, por 4 a 2, em Sete Lagoas
(Foto: Washington Alves / Vipcomm)
Em um jogo cheio de alternativas, muito confuso, com gols aos montes e expulsão, o Cruzeiro venceu o Guarani, por 4 a 2, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. A partida dava mostras de que seria fácil para o time mineiro, que abriu 2 a 0 no placar, com Rômulo e Wallyson. Porém, mesmo com um jogador a mais no gramado, permitiu o empate da equipe campineira, que marcou com Geovane e Paulo Roberto. No fim, Fabinho e Farías, ambos de cabeça, garantiram a vitória celeste.
A torcida cruzeirense, que compareceu em bom número ao estádio, viveu um misto de alegria e ansiedade. Ninguém entendeu ao certo como o time caiu de produção, mesmo com a vitória praticamente assegurada.
Com o resultado, o Cruzeiro assumiu - mesmo que provisoriamente - a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, com 40 pontos, um a menos que o Fluminense, que ainda medirá forças com o Corinthians, no Engenhão. Já o Guarani caiu para a oitava posição, com 29 pontos ganhos.
Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrentará o Botafogo, no sábado, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, no Rio de Janeiro. O Bugre, por sua vez, terá o Santos pela frente, no domingo, às 16h, no Brinco de Ouro, em Campinas.
Superioridade celeste
Antes de a bola rolar, o torcedor do Cruzeiro levou uma ducha de água fria com o veto do goleiro Fábio, por conta da lesão no dedo mínimo da mão esquerda. Mas quando fez sua primeira intervenção na partida, ao cortar um escanteio, Rafael - o substituto - devolveu a confiança às arquibancadas.
E parecia que a noite não seria de boas notícias. No lance seguinte uma nova baixa. Aos 9 minutos, Wellington Paulista driblou o zagueiro e perdeu grande chance ao chutar cruzado, para fora. O atacante deixou o campo logo em seguida sentindo a mesma lesão que o havia tirado das últimas duas rodadas: estiramento no músculo anterior da coxa esquerda. Wallyson foi para o jogo.
Rafael continuou mostrando segurança ao fazer boas defesas. O goleiro evitou que o Guarani empatasse em pelo menos mais duas ocasiões. A propósito, o técnico Cuca tem valorizado os jogadores que normalmente ficam no banco de reservas. O jogador que entra tem conseguido conviver com as dificuldades e resolver as situações mais difíceis. Já havia sido assim com Roger, contra o Palmeiras, com Robert, contra o Flamengo, e Everton, contra o Internacional.
Nesta quarta-feira, não foi diferente. Aos 26 minutos, Thiago Ribeiro cruzou da esquerda e Rômulo - que substituía Jonathan - cabeceou livre para abrir o placar. Os ‘reservas’ continuaram a mostrar que querem um lugar na equipe, já que, aos 39 minutos, Wallyson - liver na grande área - teve apenas o trabalho de empurrar para o gol o passe açucarado do meia Montillo.
Com a desvantagem no placar, o Guarani perdeu a cabeça. Tanto que o atacante Mazola revidou com um chute uma bolada do zagueiro Léo e foi expulso pelo árbitro. O primeiro tempo terminou com a torcida celeste aos gritos de ‘timinho’ para os adversários, que deixaram o campo cabisbaixos.
Cruzeiro vence Guarani, por 4 a 2, em Sete Lagoas
(Foto: Washington Alves / Vipcomm)
Em um jogo cheio de alternativas, muito confuso, com gols aos montes e expulsão, o Cruzeiro venceu o Guarani, por 4 a 2, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. A partida dava mostras de que seria fácil para o time mineiro, que abriu 2 a 0 no placar, com Rômulo e Wallyson. Porém, mesmo com um jogador a mais no gramado, permitiu o empate da equipe campineira, que marcou com Geovane e Paulo Roberto. No fim, Fabinho e Farías, ambos de cabeça, garantiram a vitória celeste.
A torcida cruzeirense, que compareceu em bom número ao estádio, viveu um misto de alegria e ansiedade. Ninguém entendeu ao certo como o time caiu de produção, mesmo com a vitória praticamente assegurada.
Com o resultado, o Cruzeiro assumiu - mesmo que provisoriamente - a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, com 40 pontos, um a menos que o Fluminense, que ainda medirá forças com o Corinthians, no Engenhão. Já o Guarani caiu para a oitava posição, com 29 pontos ganhos.
Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrentará o Botafogo, no sábado, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, no Rio de Janeiro. O Bugre, por sua vez, terá o Santos pela frente, no domingo, às 16h, no Brinco de Ouro, em Campinas.
Superioridade celeste
Antes de a bola rolar, o torcedor do Cruzeiro levou uma ducha de água fria com o veto do goleiro Fábio, por conta da lesão no dedo mínimo da mão esquerda. Mas quando fez sua primeira intervenção na partida, ao cortar um escanteio, Rafael - o substituto - devolveu a confiança às arquibancadas.
E parecia que a noite não seria de boas notícias. No lance seguinte uma nova baixa. Aos 9 minutos, Wellington Paulista driblou o zagueiro e perdeu grande chance ao chutar cruzado, para fora. O atacante deixou o campo logo em seguida sentindo a mesma lesão que o havia tirado das últimas duas rodadas: estiramento no músculo anterior da coxa esquerda. Wallyson foi para o jogo.
Rafael continuou mostrando segurança ao fazer boas defesas. O goleiro evitou que o Guarani empatasse em pelo menos mais duas ocasiões. A propósito, o técnico Cuca tem valorizado os jogadores que normalmente ficam no banco de reservas. O jogador que entra tem conseguido conviver com as dificuldades e resolver as situações mais difíceis. Já havia sido assim com Roger, contra o Palmeiras, com Robert, contra o Flamengo, e Everton, contra o Internacional.
Nesta quarta-feira, não foi diferente. Aos 26 minutos, Thiago Ribeiro cruzou da esquerda e Rômulo - que substituía Jonathan - cabeceou livre para abrir o placar. Os ‘reservas’ continuaram a mostrar que querem um lugar na equipe, já que, aos 39 minutos, Wallyson - liver na grande área - teve apenas o trabalho de empurrar para o gol o passe açucarado do meia Montillo.
Com a desvantagem no placar, o Guarani perdeu a cabeça. Tanto que o atacante Mazola revidou com um chute uma bolada do zagueiro Léo e foi expulso pelo árbitro. O primeiro tempo terminou com a torcida celeste aos gritos de ‘timinho’ para os adversários, que deixaram o campo cabisbaixos.
| Rafael; Rômulo, Edcarlos, Léo e Pablo; Fabrício (Fabinho), Henrique (Farías), Everton e Montillo; Wellington Paulista (Wallyson)e Thiago Ribeiro. | Douglas; Aislan (Fabiano), Fabão e Aílson; Apodi, Renan, Paulo Roberto, Mário Lúcio, Baiano (Geovane) e Márcio Careca; Mazola. |
| Técnico: Cuca. | Técnico: Vágner Mancini. |
| Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Data: 15/9/2010.Horário: 19h30m (de Brasília). Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES). Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Fabiano da Silva Ramires (ES). | |
| Público: pagantes. Renda: R$ . Cartões amarelos: Pablo (Cruzeiro).Cartão vermelho: Mazola (Guarani). | |
| Gols: Rômulo (Cruzeiro), aos 26 minutos, e Wallyson (Cruzeiro), aos 39 minutos do primeiro tempo; Geovane (Guarani), aos 24 minutos, Paulo Roberto (Guarani), aos 29 minutos, Fabinho (Cruzeiro), aos 30 minutos, e Farías (Cruzeiro), aos 40 minutos do segundo tempo. | |
Atlético-PR começa arrasador, cede empate, e bate o Atlético-MG no fim
Após abrir o placar aos dois minutos, Furacão sofre gol de Obina, mas Ivan González transforma o domínio em vitória, aos 43 do segundo tempo
O início foi promissor, mas a confirmação só veio nos momentos finais. Após abrir o placar com apenas dois minutos de bola rolando, o Atlético-PR cedeu o empate e só garantiu a vitória, por 2 a 1, sobre o Atlético-MG nos minutos finais do duelo na Arena da Baixada, na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o Furacão chega a 31 pontos. O Galo, com 21, segue na zona de rebaixamento.
O Atlético-PR volta a campo no sábado, às 18h30m (de Brasília), quando enfrenta outro xará, o Atlético-GO, no Serra Dourada. Os atleticanos de Minas Gerais, por sua vez, recebem o Vitória, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no domingo, às 16h.
Furacão tem começo arrasador, mas cede empate
Não é de se estranhar que o Atlético-MG parecesse atordoado, na maior parte da etapa inicial. Os paranaenses deixaram a hospitalidade fora de campo e, já no primeiro minuto de jogo, Maikon Leite partiu para o ataque, pela esquerda, deu um drible desconcertante em Diego Macedo e conseguiu o escanteio para os donos da casa. Na cobrança, o especialista Paulo Baier botou a bola na cabeça de Bruno Mineiro, que desviou para o fundo das redes: 1 a 0 no placar.
Apesar de a pressão inicial indicar um massacre, o que se viu foi um Furacão organizado, mas ineficiente. Além da categoria de Paulo Baier e da ousadia de Maikon Leite, os anfitriões incomodavam com a velocidade de Branquinho, só que os erros sucessivos no último passe, e duas boas intervenções do goleiro Fábio Costa, impediram que o time do técnico Paulo César Carpegiani ampliasse.
Dominado, o Galo, que não havia dado qualquer trabalho ao goleiro Neto até os 32, conseguiu voltar à partida em uma jogada isolada. Da intermediária, pela direita, Daniel Carvalho viu Obina livre na área, e o atacante, subiu e completou para igualar.
Vitória do Furacão nos minutos finais
O Furacão quase repetiu o feito do início do jogo e, aos dois do segundo tempo, Paulinho carimbou o travessão de Fábio Costa, em cobrança de falta. Mas era a ausência de criatividade que dava o tom da etapa complementar. Tanto que o técnico Vanderlei Luxemburgo decidiu mandar o meia Diego Souza para campo, e tirou o decisivo Obina - que reclamou de dores - aos 10.
Logo na sequência, a torcida rubro-negra teve que engolir o grito de gol, depois que Paulo Baier, livre, debaixo da trave, recebeu cruzamento preciso de Wagner Diniz e cabeceou pela linha de fundo. Em busca de mais poder de fogo, o técnico Carpegiani fez o movimento oposto ao de Luxemburgo e trocou um homem de meio-campo por um atacante: saiu Vitor, e entrou o equatoriano Guerrón.
Mas foi outra substituição que acabou fazendo a diferença. Aos 43, depois do levantamento na área de Paulo Baier, da cabeçada de Rhodolfo e da bela defesa de Fábio Costa, o paraguaio Ivan González - que havia entrado na vaga de Branquinho - aproveitou o rebote e transformou o domínio rubro-negro em campo em mais três pontos na tabela.
O início foi promissor, mas a confirmação só veio nos momentos finais. Após abrir o placar com apenas dois minutos de bola rolando, o Atlético-PR cedeu o empate e só garantiu a vitória, por 2 a 1, sobre o Atlético-MG nos minutos finais do duelo na Arena da Baixada, na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o Furacão chega a 31 pontos. O Galo, com 21, segue na zona de rebaixamento.
O Atlético-PR volta a campo no sábado, às 18h30m (de Brasília), quando enfrenta outro xará, o Atlético-GO, no Serra Dourada. Os atleticanos de Minas Gerais, por sua vez, recebem o Vitória, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no domingo, às 16h.
Furacão tem começo arrasador, mas cede empate
Não é de se estranhar que o Atlético-MG parecesse atordoado, na maior parte da etapa inicial. Os paranaenses deixaram a hospitalidade fora de campo e, já no primeiro minuto de jogo, Maikon Leite partiu para o ataque, pela esquerda, deu um drible desconcertante em Diego Macedo e conseguiu o escanteio para os donos da casa. Na cobrança, o especialista Paulo Baier botou a bola na cabeça de Bruno Mineiro, que desviou para o fundo das redes: 1 a 0 no placar.
Apesar de a pressão inicial indicar um massacre, o que se viu foi um Furacão organizado, mas ineficiente. Além da categoria de Paulo Baier e da ousadia de Maikon Leite, os anfitriões incomodavam com a velocidade de Branquinho, só que os erros sucessivos no último passe, e duas boas intervenções do goleiro Fábio Costa, impediram que o time do técnico Paulo César Carpegiani ampliasse.
Dominado, o Galo, que não havia dado qualquer trabalho ao goleiro Neto até os 32, conseguiu voltar à partida em uma jogada isolada. Da intermediária, pela direita, Daniel Carvalho viu Obina livre na área, e o atacante, subiu e completou para igualar.
Vitória do Furacão nos minutos finais
O Furacão quase repetiu o feito do início do jogo e, aos dois do segundo tempo, Paulinho carimbou o travessão de Fábio Costa, em cobrança de falta. Mas era a ausência de criatividade que dava o tom da etapa complementar. Tanto que o técnico Vanderlei Luxemburgo decidiu mandar o meia Diego Souza para campo, e tirou o decisivo Obina - que reclamou de dores - aos 10.
Logo na sequência, a torcida rubro-negra teve que engolir o grito de gol, depois que Paulo Baier, livre, debaixo da trave, recebeu cruzamento preciso de Wagner Diniz e cabeceou pela linha de fundo. Em busca de mais poder de fogo, o técnico Carpegiani fez o movimento oposto ao de Luxemburgo e trocou um homem de meio-campo por um atacante: saiu Vitor, e entrou o equatoriano Guerrón.
Mas foi outra substituição que acabou fazendo a diferença. Aos 43, depois do levantamento na área de Paulo Baier, da cabeçada de Rhodolfo e da bela defesa de Fábio Costa, o paraguaio Ivan González - que havia entrado na vaga de Branquinho - aproveitou o rebote e transformou o domínio rubro-negro em campo em mais três pontos na tabela.
| Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Branquinho (Ivan González), Vitor (Guerrón) e Paulo Baier (Olberdam); Bruno Mineiro e Maikon Leite. | Fábio Costa; Diego Macedo, Werley, Jairo Campos e Leandro; Alê, Mendez (Joedson), Ricardinho e Daniel Carvalho; Obina (Diego Souza) e Neto Berola (Jackson). |
| Técnico: Paulo César Carpegiani | Técnico: Vanderlei Luxemburgo. |
| Gols: Bruno Mineiro, aos dois, Obina, aos 32 minutos do primeiro tempo. Ivan González, aos 43 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Manoel, Rhodolfo, Paulo Baier, Ivan González e Paulinho (Atlético-PR); Leandro, Joedson, Daniel Carvalho e Diego Macedo (Atlético-MG). | |
| Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Data: 15/9/2010. Horário:19h30m (de Brasília). Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP).Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Rodrigo Pereira Joia (RJ). | |
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Obina cessa gritos de 'Adeus, Luxa' ao dar vitória ao Galo sobre Prudente
Torcida atleticana perdia paciência com técnico até gol, aos 42 do 2º tempo
o jogo escalações
A diretoria pediu, e a torcida do Atlético-MG correspondeu ao chamado. Mais de 12 mil pessoas estiveram presentes à Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, na tarde deste domingo, e empurraram o Galo até onde foi possível na partida contra o Grêmio Prudente. Porém, antes mesmo do primeiro tempo se encerrar, as vaias já eram grandes. A principal vítima era Diego Souza, que não conseguia atuar como o torcedor atleticano ainda esperava. Nas arquibancadas, ao fim do jogo, o que se ouvia era o coro: ‘Adeus, Luxa! Adeus, Luxa!’ . Porém, o atacante Obina mostrou a estrela de artilheiro e, aos 42 minutos do segundo tempo, garantiu a vitória do Galo e cessou os gritos contra o treinador.
O resultado de 1 a 0 num jogo dramático fez justiça ao time que mais pressionou durante todo o tempo. O Grêmio Prudente, que estreava o técnico Marcelo Rospide, jogou para não perder e acabou levando o castigo no fim. Com o resultado, ambos continuam na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Porém, os mineiros, com apenas 21 pontos, ocupam a 17ª posição. Já os paulistas, duas colocações abaixo, têm 17 pontos ganhos.
Na próxima rodada, Atlético-MG e Grêmio Prudente estarão novamente em campo. Nesta quarta-feira, às 19h30m (de Brasília), o Galo enfrentará o xará paranaense, na Arena da Baixada, em Curitiba. Já a equipe paulista, também na quarta, receberá o Flamengo, no Prudentão, às 22h.
Pressão e vaias
Com a intenção de arrancar no segundo turno do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG – que já havia empatado fora de casa, diante do Vasco, na rodada anterior – foi para cima do Grêmio Prudente. Com marcação forte no meio-campo e muita velocidade no ataque, o time mineiro pressionou desde o primeiro minuto. Daniel Carvalho, aberto pela esquerda, era quem mais levava perigo ao gol de Giovani.
Porém, o técnico Vanderlei Luxemburgo, logo nos primeiros minutos, já teve que alterar a equipe. O volante Rafael Jataí, em uma dividida com o adversário, sentiu a coxa direita e não teve condições de permanecer em campo. Serginho entrou em seu lugar, mas o treinador teve que orientar os jogadores quanto ao posicionamento, já que o Galo passou a atuar sem um primeiro volante de origem.
O Grêmio Prudente, a partir daí, se aventurou um pouco mais no ataque. Em lances isolados, até conseguia chegar à área alvinegra, mas não chutava ao gol de Fábio Costa. Porém, os paulistas começaram a dar espaço para os contra-ataques. E em um desses lances, aos 20 minutos, Ricardinho fez grande jogada e lançou Diego Souza. O meia atleticano encontrou Obina, que, com categoria, tocou no canto esquerdo de Giovani. Porém, caprichosamente, a bola explodiu na trave, e, na sobra, Daniel Carvalho ainda desperdiçou grande oportunidade.
O Galo pressionava o tempo inteiro, mas a bola insistia em não entrar. Diego Souza e Fabiano também tiveram chances de marcar de cabeça. Aliás, as bolas altas eram as principais armas da equipe mineira. A todo momento, Diego Macedo e Leandro chegavam à linha de fundo na tentativa de encaixar um bom cruzamento.
Aos poucos, a pressão alvinegra foi diminuindo, e os erros começaram a aparecer. Diego Souza errava a maioria dos lances, e o torcedor começou a ficar impaciente. As vaias tomaram conta das arquibancadas da Arena do Jacaré, e a equipe ficou nervosa. Com isso, o Grêmio Prudente controlou as ações e levou o empate sem gols para os vestiários.
Dramaticidade sem limites
Vanderlei Luxemburgo voltou para o segundo tempo com mais uma alteração. Com dores na panturrilha, Fabiano foi substituído por Edison Méndez, que pretendia melhorar a qualidade do passe no meio-campo atleticano. O técnico Marcelo Rospide, que fazia sua estreia na equipe catarinense, também veio com mudanças. Paulo César e Leonardo, que estavam amarelados, deixaram o campo para as entradas de Flávio Boaventura e Roberto, respectivamente.
Porém, mesmo com todas as alterações, o panorama da partida não mudou. O Galo ainda dominava as ações, mas não conseguia finalizar com qualidade. A partida tomou ares dramáticos, principalmente pela situação das equipes na tabela de classificação.
A pressão do torcedor se refletia visivelmente no gramado. O Galo tinha dificuldades em trocar três passes corretos, e o Grêmio Prudente se segurava como podia. Com muita cautela, a equipe paulista tentava – aos poucos – ganhar um pouco mais de campo e chegar ao ataque para chutar ao gol de Fábio Costa.
No fim da partida, quando as esperanças da torcida já tinham acabado, o coro que tomou conta das arquibancadas foi ‘Adeus, Luxa! Adeus, Luxa!’ O técnico, mesmo com os maus resultados no Campeonato Brasileiro, tem garantido que o Atlético-MG não cairá para a Série B do Brasileirão.
E Obina tratou de "salvar" a pele do treinador. Aos 42 minutos, o atacante – dentro da área adversária – matou a bola no peito e, de virada, chutou forte, no canto, sem chances para Giovani. Era o gol da vitória do Galo e da redenção de Vanderlei Luxemburgo.
ATLÉTICO-MG 1 X 0 GRÊMIO PRUDENTE
| Fábio Costa, Diego Macedo, Werley, Réver e Leandro; Rafael Jataí (Serginho), Fabiano (Edison Méndez), Ricardinho e Diego Souza (Neto Berola); Daniel Carvalho e Obina. | Giovani, Paulo César (Flávio Boaventura), Anderson Luís, Leonardo (Roberto) e Diego; Rodrigo Mancha, João Vítor, Marcelo Oliveira e Eduardo Ramos (Rafael Martins); Adriano Pimenta e Hugo. |
| Técnico: Vanderlei Luxemburgo. | Técnico: Marcelo Rospide. |
| Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Data: 12/9/2010.Horário: 16h. Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ). Auxiliares: Marco Aurélio Pessanha (RJ) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ). | |
| Público: 12.380 pagantes. Renda: R$ 60.875,00. Cartões amarelos:Paulo César, Leonardo e Adriano Pimenta (Grêmio Prudente); Serginho, Réver e Ricardinho (Atlético-MG). | |
| Gols: Obina (Atlético-MG), aos 42 minutos do segundo tempo | |
Kleberson evita vexame no fim, e Fla empata por 2 a 2 com o Vitória
Atual campeão brasileiro chega a sete jogos sem vencer. Time baiano também está mal na tabela do Brasileirão
o jogo escalações
Dois times rubro-negros que, juntos, não venciam há 11 jogos. Diante de tantas fraquezas e poucas virtudes, Flamengo e Vitória conseguiram, pelo menos, emoção e empataram por 2 a 2 na noite deste sábado, em Volta Redonda. Mas para a tabela do Campeonato Brasileiro o resultado foi desastroso para ambos. O atual campeão chega a sete jogos sem vencer, pula para 23 pontos e segue em 16º, 'flertando' com a zona de rebaixamento. Um ponto e uma posição acima está o Leão.
Os dois gols do time da casa foram de Kleberson, o que prolongou o jejum dos atacantes para 1.100 minutos. Junior e Schwenck fizeram para os baianos.
No dia seguinte ao aniversário de 38 anos, Petkovic ganhou carinho da torcida, mas respondeu com uma péssima atuação e falta de educação. Ao ser substituído por Galhardo, saiu reclamando, mesmo após não ter acertado quase nada que tentou durante o jogo. Insatisfeita com mais um resultado decepcionante, a torcida do Flamengo deixou o Raulino de Oliveira aos gritos de “time sem vergonha”. Comemoração? Só com a derrota do Fluminense para o Atlético-GO por 2 a 1, em Goiânia. Ainda sem treinador, o Vitória foi comandado por seu ex e agora interino Ricardo Silva e esteve perto da vitória por duas vezes, com gols de Júnior e Schwenck.

A adesão à causa Flamengo não foi grande em Volta Redonda. A redondeza do estádio transformou-se em palanque eleitoral para distribuição de material de campanha de incontáveis candidatos. Mas faltava público. Os quase quatro mil pagantes contaminaram-se desde o início com o ranço do Maracanã. Na escalação dada pelo placar eletrônico, vaias para Val Baiano e euforia com o nome de Petkovic. Apesar de ídolo, o sérvio está tão mal quanto os companheiros na fraca campanha no Brasileiro.
O aspecto de “final” também chegou à diretoria. A presidente Patrícia Amorim participou da preleção no hotel e incentivou o grupo. Com três zagueiros e Val Baiano ao lado de Deivid no ataque, o Flamengo forçou as jogadas pelo lado direito, com boa participação de Correa.
Pressionado pelo mau momento, os primeiros dois toques de Val foram constrangedores. Mão na bola e domínio de tornozelo. A situação do Vitória não era tranquila. O meio-campo com o experiente Ramon, também de 38 anos, e o espevitado Elkeson sofreu até encaixar a primeira troca de passes produtiva.
O azar, ou coisa parecida, de Val Baiano persistiu. Correa fez bom cruzamento da direita, a zaga falhou, mas o camisa 9 não conseguiu esticar a perna e abrir o placar. Deivid não estava em caminho muito diferente. Bola para ele na entrada da área e... chute quase fora do estádio. O camisa 9 do Vitória teve pontaria melhor, aos 27 minutos. Júnior tabelou com Elkeson, bateu rasteiro e só não comemorou porque Marcelo Lomba se esticou e defendeu em dois tempos.
Foi a senha para a impaciente torcida do Fla começar a pedir raça. E pressão atualmente rima com desatenção. Afoitos, os jogadores passaram a precipitar ainda mais os passes e trocar o posicionamento. O Vitória se aproveitou. Aos 37, Ramon dominou da entrada da área e chutou no canto. Lomba espalmou. No rebote, Junior recebeu livre, mas o goleiro salvou com mais uma excelente defesa.
Os visitantes tiveram outras duas chances antes do fim do primeiro tempo e deixaram o gramado lamentando o empate. Já o Flamengo... bom, novamente sem fazer gol, o time recebeu vaias da torcida e deixou o campo procurando explicações para mais uma atuação lamentável.Fim de jogo repleto de gols.
Fim de jogo repleto de gols.
No intervalo, Ronaldo Angelim pediu para sair, e o esquema com três zagueiros virou pó. Entrou Kleberson. A torcida não gostou e chamou Silas de “burro”. Não adiantou. Aos quatro minutos, Júnior só não marcou porque a perna esquerda de Marcelo Lomba salvou.
A insatisfação era tão grande que até o jovem Galhardo, de 18 anos, virou solução e teve o nome pedido pela torcida. No lance seguinte, por acaso, Everton Silva cruzou, Kleberson desviou e o zagueiro Anderson quase fez contra. O Vitória também não parecia muito disposto a tirar o zero do placar e acompanhou os minutos passarem tranquilamente. Do outro lado, Petkovic não gostou quando a placa subiu com seu número.
Kleberson salvou o Flamengo em Volta Redonda
(Foto: Ag. Estado)
- Eu? – disse, antes de sair lentamente e sem cumprimentar Galhardo.
O que era ruim para o Flamengo ficou pior. Bem pior. Após cobrança de falta lateral, aos 25, Junior aproveitou indecisão da zaga e de Marcelo Lomba e desviou para as redes. O caos só não foi maior porque Elkeson perdeu chance pouco depois.
Os reservas deram um alento. Aos 33, Diego Maurício fez ótima jogada na esquerda, cruzou rasteiro, e Kleberson tocou à esquerda de Viáfara para empatar. A comemoração parecia final de Copa do Mundo. Silas socou o ar em direção à torcida e recebeu um abraço apertado do autor do gol.
Mas a bagunça persistiu, e o Vitória se aproveitou. Aos 38, Schwenck acertou um chute lindo de sem-pulo de fora da área, no canto direito de Marcelo Lomba. Porém, de novo nem deu tempo de comemorar. Um minuto depois, Galhardo entrou na área, foi derrubado, mas a bola sobrou para Val Baiano sem goleiro. Era a chance de o atacante pôr fim ao jejum. Ele errou, acertou a trave. Sorte que Kleberson, bem posicionado, aproveitou o rebote e fez 2 a 2.
Kleberson quase transformou-se em herói ao acertar uma linda finalização no travessão, aos 45. Ficou no quase, e os dois times saíram de campo lamentando mais dois pontos perdidos.
o jogo escalações
Dois times rubro-negros que, juntos, não venciam há 11 jogos. Diante de tantas fraquezas e poucas virtudes, Flamengo e Vitória conseguiram, pelo menos, emoção e empataram por 2 a 2 na noite deste sábado, em Volta Redonda. Mas para a tabela do Campeonato Brasileiro o resultado foi desastroso para ambos. O atual campeão chega a sete jogos sem vencer, pula para 23 pontos e segue em 16º, 'flertando' com a zona de rebaixamento. Um ponto e uma posição acima está o Leão.
Os dois gols do time da casa foram de Kleberson, o que prolongou o jejum dos atacantes para 1.100 minutos. Junior e Schwenck fizeram para os baianos.
No dia seguinte ao aniversário de 38 anos, Petkovic ganhou carinho da torcida, mas respondeu com uma péssima atuação e falta de educação. Ao ser substituído por Galhardo, saiu reclamando, mesmo após não ter acertado quase nada que tentou durante o jogo. Insatisfeita com mais um resultado decepcionante, a torcida do Flamengo deixou o Raulino de Oliveira aos gritos de “time sem vergonha”. Comemoração? Só com a derrota do Fluminense para o Atlético-GO por 2 a 1, em Goiânia. Ainda sem treinador, o Vitória foi comandado por seu ex e agora interino Ricardo Silva e esteve perto da vitória por duas vezes, com gols de Júnior e Schwenck.

A adesão à causa Flamengo não foi grande em Volta Redonda. A redondeza do estádio transformou-se em palanque eleitoral para distribuição de material de campanha de incontáveis candidatos. Mas faltava público. Os quase quatro mil pagantes contaminaram-se desde o início com o ranço do Maracanã. Na escalação dada pelo placar eletrônico, vaias para Val Baiano e euforia com o nome de Petkovic. Apesar de ídolo, o sérvio está tão mal quanto os companheiros na fraca campanha no Brasileiro.
O aspecto de “final” também chegou à diretoria. A presidente Patrícia Amorim participou da preleção no hotel e incentivou o grupo. Com três zagueiros e Val Baiano ao lado de Deivid no ataque, o Flamengo forçou as jogadas pelo lado direito, com boa participação de Correa.
Pressionado pelo mau momento, os primeiros dois toques de Val foram constrangedores. Mão na bola e domínio de tornozelo. A situação do Vitória não era tranquila. O meio-campo com o experiente Ramon, também de 38 anos, e o espevitado Elkeson sofreu até encaixar a primeira troca de passes produtiva.
O azar, ou coisa parecida, de Val Baiano persistiu. Correa fez bom cruzamento da direita, a zaga falhou, mas o camisa 9 não conseguiu esticar a perna e abrir o placar. Deivid não estava em caminho muito diferente. Bola para ele na entrada da área e... chute quase fora do estádio. O camisa 9 do Vitória teve pontaria melhor, aos 27 minutos. Júnior tabelou com Elkeson, bateu rasteiro e só não comemorou porque Marcelo Lomba se esticou e defendeu em dois tempos.
Foi a senha para a impaciente torcida do Fla começar a pedir raça. E pressão atualmente rima com desatenção. Afoitos, os jogadores passaram a precipitar ainda mais os passes e trocar o posicionamento. O Vitória se aproveitou. Aos 37, Ramon dominou da entrada da área e chutou no canto. Lomba espalmou. No rebote, Junior recebeu livre, mas o goleiro salvou com mais uma excelente defesa.
Os visitantes tiveram outras duas chances antes do fim do primeiro tempo e deixaram o gramado lamentando o empate. Já o Flamengo... bom, novamente sem fazer gol, o time recebeu vaias da torcida e deixou o campo procurando explicações para mais uma atuação lamentável.Fim de jogo repleto de gols.

No intervalo, Ronaldo Angelim pediu para sair, e o esquema com três zagueiros virou pó. Entrou Kleberson. A torcida não gostou e chamou Silas de “burro”. Não adiantou. Aos quatro minutos, Júnior só não marcou porque a perna esquerda de Marcelo Lomba salvou.
A insatisfação era tão grande que até o jovem Galhardo, de 18 anos, virou solução e teve o nome pedido pela torcida. No lance seguinte, por acaso, Everton Silva cruzou, Kleberson desviou e o zagueiro Anderson quase fez contra. O Vitória também não parecia muito disposto a tirar o zero do placar e acompanhou os minutos passarem tranquilamente. Do outro lado, Petkovic não gostou quando a placa subiu com seu número.
Kleberson salvou o Flamengo em Volta Redonda
(Foto: Ag. Estado)
- Eu? – disse, antes de sair lentamente e sem cumprimentar Galhardo.
O que era ruim para o Flamengo ficou pior. Bem pior. Após cobrança de falta lateral, aos 25, Junior aproveitou indecisão da zaga e de Marcelo Lomba e desviou para as redes. O caos só não foi maior porque Elkeson perdeu chance pouco depois.
Os reservas deram um alento. Aos 33, Diego Maurício fez ótima jogada na esquerda, cruzou rasteiro, e Kleberson tocou à esquerda de Viáfara para empatar. A comemoração parecia final de Copa do Mundo. Silas socou o ar em direção à torcida e recebeu um abraço apertado do autor do gol.
Mas a bagunça persistiu, e o Vitória se aproveitou. Aos 38, Schwenck acertou um chute lindo de sem-pulo de fora da área, no canto direito de Marcelo Lomba. Porém, de novo nem deu tempo de comemorar. Um minuto depois, Galhardo entrou na área, foi derrubado, mas a bola sobrou para Val Baiano sem goleiro. Era a chance de o atacante pôr fim ao jejum. Ele errou, acertou a trave. Sorte que Kleberson, bem posicionado, aproveitou o rebote e fez 2 a 2.
Kleberson quase transformou-se em herói ao acertar uma linda finalização no travessão, aos 45. Ficou no quase, e os dois times saíram de campo lamentando mais dois pontos perdidos.
| Marcelo Lomba; Jean, David Braz e Ronaldo Angelim (Kleberson); Everton Silva (Diego Maurício), Toró, Correa, Petkovic (Rafael Galhardo) e Juan; Deivid e Val Baiano. | Viáfara, Léo, Wallace, Anderson Martins e Eduardo; Vanderson, Ricardo Conceição, Bida e Ramon Menezes (Renato); Elkeson (Schwenck) e Júnior. |
| Técnico: Silas | Técnico: Ricardo Silva |
| Gol: Junior, aos 25, Kleberson, aos 33, Schwenck, aos 38, e Kleberson, aos 39 minutos do segundo tempo | |
| Cartões amarelos: Val Baiano (FLA), Léo e Vanderson (VIT) Renda: R$ 92.420,00 e Público: 3.895 pagantes | |
| Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa-SP) e João Nobre Chaves (SP). | |
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